Poemas de Amor
- ao fernando -
Vou desfolhando a chuva
-sentada no olhar
Sempre numa espera de te ver chegar
A chuva caindo
Eu a desfolhar
Sentada
Á janela
Aberta no olhar
Poemas soltos, por Elsa Braz
Poemas de Amor
- ao fernando -
Vou desfolhando a chuva
-sentada no olhar
Sempre numa espera de te ver chegar
A chuva caindo
Eu a desfolhar
Sentada
Á janela
Aberta no olhar
É NO TEU OLHAR QUE EU NAVEGO
Naquele mar do teu olhar, na moldura da sala, é que eu navego.
Quando as vozes da guerra, da destruição, se entrelaçam obscurecendo o fulgor das estrelas!...
Quando se vandaliza o sentido da vida e se esquecem os valores fundamentais transformando a Esperança em gritos de dor, bem perto - ao longe!...
Na Maresia, Bonança, Paz do teu olhar...
É que eu navego.
coração ao leme, velas erguidas, longe das amarras...
Até o sol acontecer
No meu telhado,
Poemas de Amor
Hoje
Peguei o sorriso
Da tua boca
À tarde
Em malmequeres
Do monte
No prado
Ao longe
Fui desfolhando
A tua boca
A rir
Contando
Uma após uma
Pétalas
Mas pos-se a tarde
Os malmequeres fecharam
No sorriso
Da noite.
Mensagem
O meu coração transformou-se num oceano. Onde foram desaguando todos os rios - de sofrimento, saudade, espera. Solidão.
A minha vida era um pequeno riacho. O nosso amor era a nascente.
De repente aconteceram rios. Que desvastavam , rompiam as margens, inundavam todos os recantos da minha vida.
A tua ausencia. A dolorosa espera. À janela de todos os sentimentos.
Á porta que não se abriu para poderes entrar. O vazio.
Os grandes rios inundando o meu coração!...
Quantos anos?...
Até á Aceitação. A Crença. A Verdade. Não existe a Morte. Apenas Estás no Outro Lado do Caminho.
E... o meu coração. Aquele oceano Onde cabem todas as Certezas. Todas as Esperanças
POEMAS DE AMOR
(ao -fernando)
Bebias o entardecer
Lá no alto da escada de pedra
Enquanto o olhar se perdia
Nas árvores.
Eu embriagava-me
No perfume das rosas.
De vez em quando falavas
Sem voz
Respondia
No mesmo aconchego.
Quanto tempo?
Existe o tempo?!...